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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Tensão pré-menstrual (TPM)

A maior parte das mulheres de 15 a 49 anos de idade apresenta um ou mais sintomas emocionais ou físicos alguns dias antes da menstruação. É a chamada TPM. Os sintomas mais comuns são: a irritação, ansiedade, tristeza, sensação de inchaço nas mamas e na barriga e cansaço. O aspecto mais característico da TPM é que os sintomas desaparecem depois da menstruação.

Em geral, estes sintomas são de pequena intensidade, mas até 5 a 8% das mulheres podem ter um comprometimento importante da qualidade de vida nesta fase, chegando mesmo a ter depressão, menor rendimento escolar ou no trabalho.

Embora as causas da TPM não sejam completamente compreendidas, os estudos indicam que as variações nos hormônios que ocorrem ao longo de um ciclo menstrual possam afetar o cérebro, de forma diferente em cada mulher, e tenham importante papel no aparecimento dos sintomas comportamentais.

Apesar de bastante comum, a dor de cabeça ou enxaqueca pré-menstrual parece ter outra origem, diferente da TPM, e deve ser avaliada e tratada de forma independente. O diagnóstico de TPM é de exclusão, ou seja, o médico (em geral ginecologista) precisa fazer uma avaliação completa do caso para investigar se há outra causa para os sintomas.

O risco de não se fazer esta avaliação é deixar de tratar um problema de saúde mais sério, por achar que todos os sintomas são causados pela TPM. O tratamento inclui medicamentos e medidas gerais de saúde, como exercícios e vitaminas, conforme o caso.

Não há um medicamento que seja efetivo para o alívio de todos os sintomas. A recomendação técnica atual é o registro dos sintomas mais importantes, por pelo menos dois meses, em gráficos especialmente desenvolvidos para isso. O objetivo é de indicar a linha de tratamento a ser seguida. O tratamento então deve ser focado no alívio dos sintomas que mais incomodam cada mulher.

Se você tem TPM, não precisa continuar sofrendo. Procure um ginecologista, apresente o problema e discuta com ele as alternativas para o seu caso.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Características da menopausa

A principal característica da menopausa é a parada das menstruações, o que em geral é precedido por um período de problemas com a menstruação: menstruações mais escassas, hemorragias ou menstruações fora da data esperada. Entre os outros sintomas, um dos que mais incomoda é o calor: ondas de calor que surgem na região do tórax, e sobem para o pescoço e para a cabeça, e que às vezes ocorrem à noite, interrompendo o sono.

As ondas de calor ocorrem em mais de 50% das mulheres que entram na menopausa, e sua frequência diminui para 30% das mulheres, três anos após a suspensão da menstruação.

Apesar disso, os sintomas podem persistir em 16 % das mulheres com 67 anos de idade. Outras queixas comuns são: insônia, irritação, depressão e dor no ato sexual.

O Dr. Marcos Paulo, ginecologista da Clínica BEMFAM, esclarece que "hoje em dia, existem vários tipos de tratamento que podem ajudar a mulher a atravessar esta etapa com uma boa qualidade de vida. Estes tratamentos vão desde a reposição hormonal para as ondas de calor, até o tratamento de doenças como a osteoporose e as dificuldades para relacionamento sexual".

Com o passar do tempo, os sintomas diminuem, o que significa que o corpo da mulher já está adaptado para esta nova fase, sem os hormônios dos ovários. No entanto, como a menopausa coincide com o envelhecimento natural, é muito importante o acompanhamento médico para diagnóstico e tratamento de problemas de colesterol, pressão alta, câncer genital e de mamas.

Cuide-se! Faça seu exame ginecológico anual e informe-se melhor sobre a menopausa.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Menopausa

Menopausa tecnicamente é o nome que se dá à última menstruação espontânea da mulher. O período da vida ao redor da menopausa é chamado no meio médico de climatério, mas popularmente usamos a palavra menopausa para falar sobre todo este período.

Menopausa não é uma doença, é um estágio natural da vida. Parar de menstruar é um sinal de que os ovários, que produzem os hormônios da mulher, estão envelhecendo e que a mulher não poderá mais ter filhos. Não existe uma idade predeterminada para a menopausa. Geralmente ocorre entre os 45 e os 55 anos. No entanto, pode ocorrer a partir dos 40 anos, sem que isso seja uma anormalidade. É dita menopausa precoce quando ocorre espontaneamente ou por cirurgia antes dos 40 anos.

Embora muitas mulheres atravessem esta etapa da vida sem problemas, outras podem apresentar sintomas, fazendo com que esta seja uma das fases mais difíceis no campo emocional e físico para uma mulher.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

As mulheres e o HPV

Existe uma associação deste vírus ao câncer de útero e é por isso que para muitas mulheres receber este diagnóstico causa susto. No entanto, não existem motivos para desespero. Existem mais de 70 tipos de HPV (vírus do papilona humano), mas apenas alguns estão relacionados ao câncer uterino. Ainda assim, a doença pode ser tratada e o câncer pode estar relacionado a outros fatores, como: infecções genitais, carências nutricionais, tabagismo, deficiência imunológica, entre outros.

Quando se fala em HPV logo se pensa nas mulheres, mas os homens também são atingidos pela doença. O vírus pode se manifestar na área genital, ânus e na boca. Este vírus é transmitido principalmente pelo contato sexual, embora algumas pessoas não apresentem o sintoma da doença. A mãe também pode transmitir a doença ao recém nascido.

Os sintomas mais comuns da doença são os condilomas, na forma de verrugas, que podem aparecer tanto no homem, quanto na mulher. Nos homens, as verrugas aparecem no pênis ou na região anal. Já nas mulheres, as lesões podem surgir dentro da vagina, no colo do útero, no lado externo da vulva, no períneo, reto e até no interior da bexiga.

Como é um vírus, o HPV não tem cura e sempre que um remédio eficaz é desenvolvido, ele muda sua estrutura e fica imune à substância. O controle médico permite que as lesões fiquem mais graves ou que se transformem em câncer de útero. As verrugas genitais são tratadas com medicamentos químicos e cauterizações, que podem ser por eletrocauterização (cauterização química) e criocauterização (cauterização a frio).


Fonte: Medcenter

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vírus HPV, Verruga e Câncer

O HPV é um vírus que pode ser transmitido de uma pessoa para outra durante a relação sexual. A maior parte de homens e mulheres entra em contato com este vírus logo que começam a ter relações sexuais, porque este vírus é muito comum, está disseminado na população e costuma não provocar sintomas.

Existem mais de 100 tipos de lesões causadas pelo HPV, sendo que alguns, como os tipos 6 e 11, são responsáveis pelo maior número de casos de verrugas nos genitais. Outros, como os tipos 16 e 18, não provocam lesões aparentes, mas podem agredir o colo do útero (colo do útero é a parte do útero que fica dentro a vagina) e levar até ao câncer. É possível também a ocorrência de câncer de pênis.

Mesmo as pessoas que não apresentam sintomas podem transmitir o HPV para outras pessoas. Além disso, o HPV pode ficar silencioso no corpo por vários anos e em algum momento, principalmente quando a resistência fica baixa, como em situações de estresse, por exemplo, se manifestar.

Por isso são comuns situações difíceis de explicar, como quando uma mulher descobre que tem o HPV e seu parceiro sexual não tem nenhum sintoma. Neste caso, não é possível saber com certeza quem transmitiu a infecção, nem se a origem foi em algum relacionamento anterior, etc.

O tratamento do HPV é feito de acordo com o tipo de lesão. Se ele provocar verrugas, o tratamento consiste em eliminar as verrugas com medicamentos ou pequenas cirurgias. As verrugas são incômodas, pouco estéticas, mas não provocam câncer. As verrugas podem aparecer tanto em mulheres quanto em homens. Já se a manifestação do HPV for uma doença no colo do útero, ou do pênis, o tratamento será especializado para o estágio da doença.

No quesito prevenção, é importante usar camisinha em todas as relações sexuais, para evitar o contato com o vírus. Hoje em dia também existem vacinas para prevenção dos tipos mais comuns do HPV. A vacina está recomendada para meninas de 09 a 26 anos de idade.

Apesar de poder ser aplicada para adolescentes e jovens que já iniciaram as relações sexuais, a proteção máxima da vacina é para as que ainda não iniciaram, porque ainda não tiveram contato com nenhum tipo de HPV. Ainda não há recomendação de vacina para homens.

Apesar da seriedade do assunto, não há motivos para pânico. O câncer de colo do útero e o câncer de pênis são doenças que se instalam lentamente. As melhores formas de prevenção para as mulheres são: o uso da camisinha, a vacina e o exame preventivo (também conhecido como Papanicolaou). O exame preventivo deve ser feito por todas as mulheres que já iniciaram as relações sexuais.

Com este exame, é possível saber se há alguma manifestação do HPV, e tratar as doenças do colo do útero antes que se convertam em câncer. Os homens também precisam se cuidar. Usar camisinha, manter sempre uma boa higiene íntima e procurar um serviço de saúde para fazer exame dos órgãos genitais, pelo menos uma vez ao ano.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Anticoncepcionais para adolescentes

Métodos anticoncepcionais são os meios usados para evitar gravidez. Existem vários tipos de métodos, mas podemos dividir os anticoncepcionais em dois grandes grupos: aqueles à base de hormônios e os métodos sem hormônios.

Os métodos à base de hormônios são as pílulas, as injeções, o anel vaginal, o adesivo e o implante. Os métodos sem hormônios são os preservativos ou camisinhas, o dispositivo intra-uterino (DIU), a tabelinha, o diafragma e o espermicida.

Cada método tem suas vantagens e desvantagens e a idade, por si só, não é contra-indicação para o uso de nenhum método anticoncepcional. Entre todos os métodos anticoncepcionais, os mais usados pelos adolescentes são: a pílula, a camisinha, a injeção e o coito interrompido.

A Dra. Vânia Petti, ginecologista da Clínica BEMFAM no Cachambi explica que "a pílula é um método muito eficaz, quando usado corretamente. Usar corretamente significa tomar um comprimido por dia, sempre no mesmo horário, e fazendo o intervalo entre as cartelas conforme indicado para cada tipo de pílula. Está ou não indicado para cada adolescente".

Em resumo, há muitas maneiras de se evitar uma gravidez. Muita gente, seja por falta de oportunidade de se consultar, ou por vergonha, acaba usando um método que ouviu falar ou indicado pelo balconista da farmácia. Cada adolescente deve buscar ajuda profissional para escolher o método mais indicado para sua saúde e estilo de vida.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Como é o funcionamento da pílula do dia seguinte

A pílula de emergência funciona modificando os ovários, impedindo a liberação do óvulo pelo ovário. Se por acaso a pílula for tomada depois da liberação do óvulo, pode haver gravidez, porque estas pílulas não têm nenhum efeito sobre uma gravidez já instalada. Como não é possível saber com precisão quando uma mulher está no período fértil, para aumentar as chances da anticoncepção de emergência funcionar, a mulher deve tomar a pílula o mais rápido possível, depois da relação sexual desprotegida.

Se a pílula for tomada em até 24 horas, a chance de funcionar é maior que 90%. Se a pílula for tomada depois do terceiro dia, as chances de funcionar caem para pouco mais de 60%. É possível tomar a pílula de emergência no máximo cinco dias depois da relação sexual desprotegida. Como a dose total da pílula de emergência é baixa, quando comparada a uma cartela inteira de pílulas, os anticoncepcionais de emergência podem ser usados com segurança por qualquer mulher, desde que o uso não seja repetido. Se houver repetição freqüente do uso, é necessário buscar avaliação médica para verificar se há contra-indicações. Há dois tipos de pílulas de emergência à venda: com dois comprimidos, que podem ser tomados de uma só vez, e a dose completa em um único comprimido.

Quais os efeitos colaterais

Embora não traga riscos para a saúde, estas pílulas podem causar alguns efeitos colaterais, como náusea e dor de cabeça, que em geral passam em até 24 horas. O mais comum é que depois de tomar estas pílulas, a menstruação venha na data normal. Mas a menstruação pode adiantar ou atrasar. Se houver atraso de mais de uma semana, está indicado buscar um serviço de saúde para fazer uma avaliação e exame de gravidez.

Qualquer pessoa, mesmo as mais organizadas, podem precisar um dia de um método anticoncepcional de emergência. Por isso, é tão importante conhecer sobre este método. Procure ajuda profissional para maiores informações e para obter a receita médica. Não tome remédios por conta própria. E lembre-se: prevenir é sempre o melhor remédio. Se você tem relações sexuais, procure um profissional de saúde e peça um anticoncepcional para uso regular. Use também a camisinha em todas as relações sexuais. A camisinha é o único método que previne a gravidez e protege contra as doenças transmitidas pela relação sexual

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Anticoncepção de emergência

A pílula de emergência, conhecida também como pílula do dia seguinte, é o único método anticoncepcional que pode ser usado depois de uma relação sexual, para evitar gravidez. Como o próprio nome diz, este método foi criado para uso em situações de emergência, como por exemplo, quando a camisinha rasga, quando se esquece de tomar as pílulas e em casos extremos, como numa relação sexual forçada.

Esta pílula não deve ser usada de rotina porque é menos eficaz para uso freqüente do que as pílulas comuns e outros métodos anticoncepcionais. Além disso, pode provocar mudanças na menstruação e confundir a usuária. Mas para as situações de emergência, pode ser usada com segurança.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sobre o teste anti-HIV

As pessoas que se contaminam com o HIV podem permanecer com aparência saudável por vários anos, antes de manifestar as doenças oportunistas (AIDS). Mesmo assim, podem transmitir o vírus para outras pessoas. A única forma de saber quem tem o vírus é através do teste anti-HIV. O teste anti-HIV é um exame de laboratório que mostra anticorpos contra o vírus HIV. Anticorpo é um tipo de defesa que nosso corpo produz para combater infecções, como a causada pelo vírus HIV.

Se uma pessoa faz o teste e tem resultado positivo, deve procurar assistência médica imediatamente e iniciar o tratamento, para que se mantenha resistente contra as doenças oportunistas. No caso das gestantes, como já dito, é fundamental para sua própria saúde e para proteger o bebê. O tratamento é gratuito e só está disponível na rede pública. Quando o resultado do teste é negativo, significa que a pessoa não tem o vírus ou que foi contaminada há menos de três meses (tempo necessário para que os anticorpos contra o HIV apareçam no sangue). Neste último caso, o teste deve ser repetido após três meses.

Onde fazer o teste anti-HIV

O teste anti-HIV deve ser feito por todas as gestantes, pessoas com outras doenças sexualmente transmissíveis (gonorréia, sífilis, HPV e outras) e por qualquer pessoa que se considere em risco para infecção pelo HIV.

O teste pode ser realizado em laboratórios privados ou gratuitamente nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA)

CTA Gaffree e Guinle

Rua Mariz e Barros, 775 – Tijuca tel: 568-4244

CTA Hospital Escola São Francisco de Assis

Av. Presidente Vargas, 2863 – Praça Onze tel: 2293-2255

CTA Unidade Integrada de Saúde Herculano Pinheiro


Av. Ministro Edgar Romero 276/B tel. 3390-0180

CTA Hospital Municipal Rocha Maia


Rua General Severiano, 81 – Botafogo tel. 2295-2095.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Como se prevenir da AIDS

As principais formas de prevenção contra o HIV são:

- usar camisinha em todas as relações sexuais, mesmo com pessoas conhecidas e de aparência saudável.

- não compartilhar seringas e agulhas.

- exigir sempre seringas, agulhas e instrumentais descartáveis ou esterilizados em procedimentos médicos, odontológicos e tatuagem.

- não compartilhar: escova de dentes, barbeadores, materiais de manicure.

- no caso da gestante com HIV, a contaminação do bebê pode ser evitada através do tratamento durante a gravidez, a assistência especial durante o parto e a substituição da amamentação por fórmula infantil (leite artificial). Com esses cuidados, a contaminação do bebê pode ser evitada em quase 100% dos casos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sobre a AIDS

AIDS é uma sigla em inglês, que significa “síndrome da imunodeficiência adquirida”. É uma doença causada pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). O HIV enfraquece as defesas naturais do corpo. Sem as defesas naturais, o corpo fica sujeito à várias doenças, que são chamadas de oportunistas. São doenças oportunistas porque só se manifestam de forma grave naquelas debilitadas por alguma doença (como câncer, por exemplo) ou pelo vírus HIV.

O vírus HIV pode entrar no corpo de várias maneiras, sendo a mais comum através de relações sexuais sem o uso de camisinha. Homens e mulheres podem se contaminar em relações sexuais com penetração na vagina, no ânus e até mesmo no sexo oral. No caso das relações sexuais, a contaminação acontece porque o HIV passa através do sêmen, dos líquidos (umidade) que aparecem quando uma pessoa fica excitada.

Outra forma de contaminação é através do sangue, que pode passar de uma pessoa para outra quando usuários de drogas injetáveis compartilham seringas e agulhas, pelo uso de instrumentos contaminados e recebendo transfusão de sangue contaminado. É importante ressaltar que doar sangue não traz nenhum risco de contaminação. A mulher grávida pode passar o vírus HIV para o bebê durante a gravidez e pela amamentação.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dicas de saúde para mulheres adolescentes

Na adolescência o corpo da menina passa por uma série de mudanças importantes: crescem os pêlos, as mamas se desenvolvem, muda a distribuição de gordura no corpo, com o aumento dos quadris e o corpo como um todo cresce rapidamente.